As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro 2 – A Fúria dos Reis

E ai galera,

Hoje vou falar sobre o livro: A Songs Of Ice And Fire – A Clash Of Kings (As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro 2 – A Fúria dos Reis).

Vou falar sobre o livro, só que voltado para os personagens principais, que tiveram capítulo próprio, falando dos personagens, porém seguindo a história do livro toda, então pra quem não leu o livro, nem leia o post, pois CONTÉM MUITOS SPOILERS.

Começar só explicando que Westeros está dividido, com 5 reis, Joffrey Baratheon, Stannis Baratheon, Renly Baratheon, Robb Stark e Balon Greyjoy.

Daenerys Targaryen é a rainha do Outro Lado do Mar.

 

Meistre Cressen (Prólogo):

“Tenho de descansar. Tenho de estar na posse de todas as minhas forças quando a noite chegar. Minhas mãos não podem tremer, minha coragem não pode fraquejar. É uma coisa horrível, mas tem de ser feita. Se existem deuses, certamente me perdoarão.

Talvez seja o meu cometa. Um presságio de sangue, predizendo o homicídio… sim…”

Meistre de Pedra do Dragão, serve ao Rei Stannis Baratheon.

O livro começa, como todos os livros da série, com a apresentação de um personagem novo, porém, como no primeiro livro, o personagem morre.

O capítulo conta que Meistre Cressen prepara uma forma de assassinar Melisandre de Asshai, a feiticeira vermelha, que também serve ao Rei Stannis, porém usa de recursos que o Meistre não aprova, que é o uso de feitiçaria e também convenceu ao Rei a se ajoelhar ao Senhor da Luz e abandonar os deuses novos e antigos.

Depois de Melisandre entrar para o conselho de Stannis, Cressen foi deixado um pouco de lado, até por sua idade.

Pensando numa forma de se livrar da feiticeira, que em sua concepção, seria o ideal a fazer para salvar o reino, coloca veneno em seu copo e no copo de Melisandre, pois era a única forma de enganá-la. Acaba morrendo, porém a feiticeira não. Não sabemos se ela possui uma auto-proteção, devido ao seu poder ou o que a salvou, só sabemos que sua magia é forte, pois foi com ela que o Rei Renly Baratheon foi assassinado.

Depois do Game Of Thrones, outro prólogo impactante pra começar muito bem a história.

Davos Seawoth:

“Não sou feito do material de que se fazem os heróis”

Um dos homens de Stannis, ex-contrabandista. Tem experiência do mar e foi um dos principais comandantes no ataque a Porto Real, porém sem êxito, pois o fogovivo destruiu boa parte dos navios, aliás, não se sabe se Davos sobreviveu ou não.

Como Meistre Cressen, Davos também não gosta de Melisandre e até falou isso abertamente para o Rei Stannis, mas não foi ouvido.

Não tenho muito que falar de Davos, só que é um homem fiel a Stannis e que ama muito seus filhos.

Seus capítulos mostraram parte da invasão a Ponta Tempestade e a guerra em Porto Real.

Daenerys Targaryen:

“Direi ao meu povo que se prepare para partir de imediato. Mas os navios que me levarem para casa têm de ostentar nomes diferentes.

Vhagar, Meraxes e Balerion. Pinte os nomes nos cascos em letras douradas com um metro de altura. Quero que todos os homens que os virem saibam que os dragões regressaram.”

Os capítulos mais chatos do livro eram os dela. A maioria dos capítulos eu li me contorcendo na cadeira, porém a partir do momento em que ela entra na Casa dos Imortais, os capítulos dela ficam bons. Antes os capítulos foram sobre Dani andando pelo deserto e conhecendo cidades, até que se alojou em uma, em que encontrou um pretendente para se casar, o príncipe mercador Xaro Xhoan Daxos (membro também do grupo Thirteen*) e também o bruxo Pyat Pree, que jurou lealdade. Ele que convence Dani a visitar a Casa do Imortal e fala as regras de como agir na mesma.

Depois da destruição da Casa do Imortal e ser perseguida, Xaro oferece para levar Dani ao Mar de Jade, porém ela recusa e é recomendada a deixar a cidade.

No final do livro, consegue três navios para levá-la para Pentos novamente e os batiza de uma forma para que todos saibam que os dragões voltaram.

*Treze

Arya Stark:

“Não sou uma coruja. Sou um lobo, uivarei.”

Em minha opinião, é a personagem mais azarada, porém que procura fazer o possível para conseguir seus objetivos e não ficar esperando a boa vontade dos outros, como o caso de Sansa.

No início iria junto com os futuros juramentados da Patrulha da Noite até o norte, porém, depois de um ataque das tropas Lannister e a morte de Yoren, foi pega como refém e levada para Harrenhal. Mesmo em Harrenhal, procurou meios para se livrar de empecilhos e ajudou para a rebelião que derrubou o castelo.

Em seu último capítulo consegue fugir junto com Gendry e Torta Quente.

Ela, como Bran, é um personagem que evoluiu bastante, cresceu após os acontecimentos e graças ao treinamento dado por Syrio, conseguiu se tornar boa o suficiente para ser ligeira, silenciosa e arisca.

Sansa Stark:

“Os deuses existem, e verdadeiros cavaleiros também. Tantas histórias não podem ser mentira”.

Sinceramente eu não gosto do personagem, mas eu torço por ela, o problema é que ela acredita demais nas pessoas e isso me irrita profundamente.

Os capítulos de Sansa não tiveram grande influência na história. Se tivesse apenas 3 capítulos no livro todo, já estaria de bom tamanho, pois de todos, só 3 tiveram grande importância.

O primeiro em que ela se encontra no bosque sagrado com o bobo e quando volta, encontra Cão de Caça e fala sobre a música que iria cantar pra ele (que aliás, Sansa parece demonstrar uma admiração por Cão de Caça, mesmo que seja enrustida). O segundo foi o que ela apanha de Joffrey, e Tyrion dá um show foda de esculacho no Joffrey e em Sor Boros.

Destaque pra frase: “Não estou ameaçando o rei, sor, estou educando meu sobrinho. Bronn, Timett, da próxima vez que Sor Boros abrir a boca, matem-no. Isso foi uma ameaça, sor. Vê a diferença?”

E o último, é a Season Finale dela no livro, em que se mostrou forte quando Porto Real foi atacado e tomou o papel da Rainha quando foi preciso, para acalmar a multidão e no fim, acabou sendo recompensada, pois não se casará com Joffrey.

Catelyn Stark:

“Tornei-me uma mulher amarga. Não retiro nenhuma satisfação da comida ou da bebida, e as canções e os risos transformaram-se em estranhos que são suspeitos para mim. Sou uma criatura de dor, pó e amargas saudades. Há um vazio dentro de mim onde um dia tive um coração.”

Uma mulher forte, que mesmo tendo a família toda caindo, se mostrou uma mulher que lidera um povo. Perdeu Ned Stark, está a ponto de perder seu pai, perdeu seu filho mais velho para a guerra, perdeu Sansa e Arya (pelo menos é o que acredita) para Cersei, perdeu sua cidade natal e acredita ter perdido Bran e Rickon.

Mesmo depois de tudo que está passando e sendo deixada de lado do conselho do filho e Rei do Norte, se mantém uma mulher honrada.

Presenciou a morte de Renly Baratheon quando foi tentar convencê-lo de unir forças com seu filho e sabe que foi Stannis que o matou, mesmo boa parte acreditar que a responsável foi ela ou Brienne, que virou sua protegida.

Theon Greyjoy:

“Ventoso, frio e úmido. Um lugar duro e miserável, para falar a verdade… Mas o senhor meu pai me disse um dia que lugares duros geram homens duros, e homens duros governam o mundo.”

Até 1/3 do livro, era um dos meus personagens favoritos, mas logo se tornou um personagem que eu odiei, sua irmã porém, é bem foda.

Se Theon vestisse negro, como Meistre Luwin recomendou, ganharia meu respeito, mas devido a situação, entendo não ter largado tudo.

Seus capítulos mostram a parte em que ele vai para Pyke, como enviado de Robb e acaba traindo o Rei, quando fica do lado de seu pai (como herdeiro das Ilhas de Ferro) e resolve atacar Winterfell (com um plano muito bem bolado).

Consegue êxito ao atacar e domina Winterfell, deixando Bran e Rickon como reféns, e até simula suas mortes.

Quando estava cercado e não teria outra solução, a não ser se render e pedir para vestir negro, Fedor aparece e derrota Sor Rodrik, mas no fim, queima Winterfell e aparentemente leva Theon como refém.

Tyrion Lannister:

“Nada a dizer, Vossa Graça? Ótimo. Aprenda a usar mais as orelhas e menos a boca, caso contrário seu reinado será menor do que eu.”

Outro personagem que mudou no meu conceito do nada, no primeiro livro eu odiava o anão, no segundo ele se tornou um dos meus favoritos, me faz até querer torcer pros Lannister, somente por sua causa.

Começa ele sendo o Mão do Rei, substituindo seu pai e tomando as decisões junto com sua irmã Cersei, para administrar o governo do Rei Joffrey.

Tyrion mostrou também ser um pouco carente, vide pelo tratamento que tem com Shae e que não é só Lorde Varys que tem contatos, o que foi fundamental para derrotar Stannis (com o fogovivo), porém ao ir pra batalha, quase morreu.

O que me deixou triste, foi ele acordar e ver que não é mais Mão do Rei, só quero ver o que vai ser do Duende agora, mas espero que ele tenha um cargo grande no conselho de Joffrey.

Jon Snow:

“A Noite chega, e agora começa a minha vigia. Não terminará até a minha morte. Não tomarei esposa, não possuirei terras, não gerarei filhos. Não usarei coroas e não conquistarei glórias. Viverei e morrerei no meu posto. Sou a espada na escuridão. Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o escuro que defende os reinos dos homens. Dou a minha vida e a minha honra à Patrulha da Noite, por esta noite e por todas as noites que estão para vir.”

Um dos meus personagens favoritos (desculpe, mas nesse livro, é impossível ter um só como favorito), serve fielmente a Patrulha da Noite.

Junto com seus irmãos, foi para lá da Muralha, atrás de seu tio, que sumiu e de selvagens, em busca de respostas.

No livro não houve grande evolução do personagem, o que não influenciou em nada, pois desde o primeiro livro, Jon se mostrou ser forte, um homem de caráter e bem fiel, porém coração mole, quando prometeu salvar a filha / esposa de Craster e depois, que deixou a selvagem Ygritte ir embora, porém isso foi o que o fez ser salvo, quando se rendeu aos selvagens, em troca de sua vida.

Bran Stark:

“A pedra é forte, as raízes das árvores são profundas, e debaixo do solo os Reis do Inverno ocupam seus tronos. Desde que essas coisas permanecessem, Winterfell permaneceria. Não estava morto, apenas quebrado. Como eu. Também não estou morto.”

Evoluiu bastante e a cada acontecimento, tem que se tornar mais e mais forte e mais e mais adulto.

No início do livro até que ainda era meio mimado, mas com o decorrer do livro, que por sinal, Meistre Luwin foi o grande responsável por sua evolução. A situação com os Freys também, o fezele evoluir e se mostrar superior, como senhor de Winterfell, pois Rob estava na guerra e também por que tinha que cuidar de seu irmão mais novo.

Depois do ataque a Winterfell e de Bran ser dado como morto, foi constatado que ele tinha realmente fugido. Acabou que o Bran tava dentro de Winterfell mesmo, o último capítulo foi mais uma exploração, de como Fedor deixou Winterfell, totalmente destruída.

No fim, acabou separado de seu irmão, onde foi com Hodor e os irmãos Jojen e Meera e seu irmão com Osha. Espero que Rickon cresça um pouco mais com a Osha cuidando dele.

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